Guerra no Irã
Guerra Irã x EUA-Israel
A Guerra do Irã em 2026, iniciada em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos militares e autoridades iranianas em cidades como Teerã, Isfahan e outros centros estratégicos, completou trinta dias em 29 de março de 2026 sem qualquer sinal de trégua ou desescalada. O conflito, batizado de Operação Leão Rugidor por Israel e Operação Fúria Épica pelos EUA, foi concebido com o objetivo declarado de neutralizar as defesas aéreas iranianas, destruir lançadores de mísseis, degradar a infraestrutura nuclear do país e, em última instância, promover uma mudança de regime em Teerã, após o fracasso de rodadas de negociação mediadas em Omã.
Nos primeiros dias da ofensiva, Israel empregou cerca de 200 caças em aproximadamente 500 ataques aéreos, concentrando-se em radares, baterias antiaéreas e centros de comando e controle, o que resultou na destruição de parcela significativa das defesas aéreas iranianas. Paralelamente, os Estados Unidos conduziram dezenas de bombardeios a partir do ar e do mar, atingindo quase 2 mil alvos militares e navais, entre eles 17 embarcações de guerra, incluindo um navio porta-drones considerado peça-chave na capacidade de projeção de força do Irã na região.
Até meados de março, Israel afirmava ter realizado mais de 2.500 ataques, alegando a destruição de cerca de 80% dos sistemas de defesa aérea e de 60% dos lançadores de mísseis balísticos iranianos. Em apoio à campanha, Washington deslocou porta-aviões adicionais para a região, como o USS George H. W. Bush, e acelerou a aprovação de novos pacotes de venda de armamentos a Israel, reforçando a coordenação operacional entre as duas forças armadas.
Em 6 de março, Estados Unidos e Israel anunciaram o início de uma nova fase da guerra, marcada por um aumento substancial do poder de fogo empregado e por bombardeios mais intensos contra a infraestrutura considerada vital para a sustentação do regime iraniano. Segundo declarações de chefes militares, como o tenente-general Eyal Zamir, de Israel, e o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, o foco passou a ser o desmantelamento sistemático da capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã, explorando o que classificaram como superioridade aérea total sobre o território iraniano.
Nos dias 27 e 28 de março, a ofensiva aérea manteve-se em alta intensidade, com ataques concentrados em Teerã e em áreas do Líbano onde operam grupos aliados ao Irã, enquanto Israel ampliava a lista de alvos estratégicos em larga escala. Em resposta, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de prepararem uma possível invasão terrestre, apesar de canais de negociação ainda em curso, e denunciou o que descreveu como violação sistemática de sua soberania e de normas do direito internacional.
No campo diplomático, Washington apresentou, por meio de intermediários, uma proposta de cessar-fogo estruturada em 15 pontos, à qual Teerã respondeu com contrapartidas e condições próprias, buscando preservar margem de manobra política e militar. O presidente Donald Trump, por sua vez, adiou até 6 de abril um ultimato que previa ataques maciços ao setor de energia iraniano, enquanto a Casa Branca mantinha o discurso de exigir a capitulação total do regime como pré-condição para qualquer acordo duradouro.
Paralelamente, ministros das Relações Exteriores do G7 emitiram apelos por um cessar-fogo imediato, com ênfase na proteção de civis e na preservação de infraestrutura essencial, diante do crescente número de vítimas e da destruição de instalações energéticas, industriais e de transporte. A prolongação do conflito provocou forte alta nos preços do petróleo e acentuou a instabilidade nos mercados globais, alimentando debates entre analistas sobre a capacidade do Irã de resistir à pressão militar combinada de Estados Unidos e Israel ou se o país estaria gradualmente perdendo terreno em termos estratégicos e operacionais.
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