Neste capítulo, você estudará como a divisão política palestina, o bloqueio da Faixa de Gaza, os assentamentos israelenses na Cisjordânia e os ataques de 7 de outubro de 2023 moldaram a fase atual do conflito. O capítulo anterior mostrou os limites do processo de paz; agora veremos como esses limites produziram dois territórios palestinos separados, submetidos a formas distintas de controle e atravessados por uma guerra de consequências regionais.
Dois territórios, dois governos palestinos
A Faixa de Gaza e a Cisjordânia não formam um território contínuo. Gaza é uma estreita faixa costeira com cerca de 365 quilômetros quadrados e aproximadamente 2,2 milhões de habitantes antes da guerra de 2023. A Cisjordânia, situada entre Israel e o rio Jordão, inclui cidades como Ramallah, Hebron, Nablus e Jenin. Jerusalém Oriental, reivindicada pelos palestinos como capital, foi ocupada por Israel em 1967 e posteriormente anexada; essa anexação não é reconhecida pela maior parte da comunidade internacional.
Em 2005, Israel retirou seus soldados e cerca de 8 mil colonos de Gaza. No ano seguinte, o Hamas venceu as eleições legislativas palestinas. O Hamas é um movimento político e armado islamista, criado em 1987, que não reconhece Israel e foi classificado como organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia. Após confrontos com o Fatah, partido dominante na Autoridade Palestina, o Hamas assumiu o controle de Gaza em 2007. Desde então, o Hamas governa Gaza, enquanto a Autoridade Palestina, presidida por Mahmoud Abbas, administra partes da Cisjordânia.