A questão árabe-israelense: origens históricas, disputas territoriais e conflitos políticos
Capítulo 5 de 7

Guerras, ocupação e resistência

A questão árabe-israelense: origens históricas, disputas territoriais e conflitos políticos

  1. 1 A Palestina antes do conflito contemporâneo
  2. 2 Nacionalismo, sionismo e imperialismo
  3. 3 A Palestina sob o Mandato Britânico
  4. 4 A criação de Israel e a guerra de 1948
  5. 5 Guerras, ocupação e resistência
  6. 6 Uma paz inconclusa
  7. 7 Gaza, Cisjordânia e o presente

No capítulo anterior, vimos como a criação de Israel e a guerra de 1948 redesenharam o território e produziram uma ampla crise de refugiados palestinos. Agora, você vai estudar três guerras — 1956, 1967 e 1973 — e compreender como elas alteraram o equilíbrio político do Oriente Médio. O ponto central é a Guerra dos Seis Dias, que colocou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental sob ocupação israelense. Também veremos a formação da Organização para a Libertação da Palestina, a OLP, e a transformação do movimento palestino em ator político próprio.

A Crise de Suez e o declínio das potências europeias

Em 26 de julho de 1956, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizou a Companhia do Canal de Suez. Embora o canal estivesse em território egípcio, a companhia era controlada principalmente por interesses britânicos e franceses. A nacionalização atingiu um símbolo do imperialismo europeu e fortaleceu o pan-arabismo, projeto político que defendia a solidariedade ou a união dos povos árabes contra o colonialismo e a influência estrangeira.

Reino Unido, França e Israel organizaram uma operação militar secreta. Israel invadiu a Península do Sinai em 29 de outubro de 1956. Britânicos e franceses apresentaram um ultimato aos dois lados e, alegando proteger o canal, atacaram o Egito. O plano parecia esperto no papel, mas tinha a sutileza de três pessoas entrando pela mesma janela e dizendo que estavam ali por acaso.

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