A questão árabe-israelense: origens históricas, disputas territoriais e conflitos políticos
Capítulo 6 de 7

Uma paz inconclusa

A questão árabe-israelense: origens históricas, disputas territoriais e conflitos políticos

  1. 1 A Palestina antes do conflito contemporâneo
  2. 2 Nacionalismo, sionismo e imperialismo
  3. 3 A Palestina sob o Mandato Britânico
  4. 4 A criação de Israel e a guerra de 1948
  5. 5 Guerras, ocupação e resistência
  6. 6 Uma paz inconclusa
  7. 7 Gaza, Cisjordânia e o presente

No capítulo anterior, vimos como guerras, ocupação e resistência transformaram o território e a vida política de israelenses e palestinos. Agora, o objetivo é compreender as duas Intifadas, os Acordos de Oslo e a criação da Autoridade Palestina. Esse percurso ajuda a explicar por que um processo celebrado em 1993 terminou sem resolver fronteiras, assentamentos, Jerusalém, refugiados e segurança — justamente os temas que decidiriam se haveria, de fato, um Estado palestino.

A Primeira Intifada e a crise da ocupação

Intifada é uma palavra árabe associada à ideia de levante ou insurreição. A Primeira Intifada começou em dezembro de 1987, no campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, após um acidente de trânsito envolvendo um veículo militar israelense e trabalhadores palestinos. O episódio funcionou como estopim de tensões acumuladas desde a ocupação israelense de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, iniciada em 1967.

O movimento, que se estendeu até 1993, reuniu manifestações, greves, boicotes a produtos israelenses, recusa ao pagamento de impostos e enfrentamentos com pedras. Redes comunitárias organizaram escolas improvisadas, distribuição de alimentos e assistência às famílias. Embora a Organização para a Libertação da Palestina, a OLP, atuasse a partir do exterior, boa parte da mobilização nasceu dentro dos territórios ocupados.

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