Neste capítulo, você vai estudar como a proposta de partilha da Palestina, aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1947, desembocou em guerra, deslocamentos populacionais e novas fronteiras. O tema importa porque muitos mapas, reivindicações territoriais e debates sobre refugiados ainda partem dos acontecimentos de 1947 a 1949. Como vimos no capítulo anterior, o Mandato Britânico terminou em meio ao confronto entre projetos nacionais incompatíveis e à incapacidade britânica de construir uma solução aceita por árabes e judeus.
O plano de partilha da ONU
Em fevereiro de 1947, o governo britânico transferiu a questão da Palestina para a recém-criada Organização das Nações Unidas. A ONU formou o Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina, conhecido pela sigla UNSCOP, que recomendou a divisão do território em dois Estados, um árabe e outro judeu, ligados por uma união econômica.
Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou a Resolução 181 por 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções. O plano previa: