Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira
Capítulo 7 de 8

Como se aprende II: Ausubel, Gardner e as metodologias ativas

Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira

  1. 1 A pedagogia também tem história: como as bancas classificam as tendências
  2. 2 Pedagogia tradicional e Escola Nova: Dewey, Anísio Teixeira e o Manifesto de 1932
  3. 3 Tecnicismo: a escola dos anos de ditadura
  4. 4 Paulo Freire e a pedagogia libertadora
  5. 5 Saviani, Libâneo e as pedagogias críticas
  6. 6 Como se aprende I: Piaget, Vygotsky e Wallon
  7. 7 Como se aprende II: Ausubel, Gardner e as metodologias ativas
  8. 8 O que mais cai: as confusões clássicas entre autores

No capítulo anterior, estudamos Piaget, Vygotsky e Wallon, autores que explicaram a aprendizagem considerando, por caminhos diferentes, o desenvolvimento cognitivo, as relações sociais e a afetividade. Agora veremos a aprendizagem significativa de David Ausubel, a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner e algumas metodologias ativas. Esses temas aparecem em concursos associados à BNCC, ao planejamento docente e à diferença entre memorizar informações e construir conhecimentos.

David Ausubel e a aprendizagem significativa

O psicólogo norte-americano David Ausubel desenvolveu sua teoria no campo da psicologia cognitiva. Sua obra ganhou projeção principalmente a partir da década de 1960. Para ele, a aprendizagem torna-se significativa quando uma informação nova se relaciona, de maneira compreensível, com conhecimentos relevantes que o estudante já possui.

Ausubel chamou esses conhecimentos prévios de subsunçores. Um subsunçor é uma ideia existente na estrutura cognitiva do estudante que funciona como ponto de ancoragem para o novo conteúdo. Ao estudar a Revolução Francesa, por exemplo, o aluno compreende melhor o fim dos privilégios da nobreza se já conhece as características básicas da sociedade de ordens do Antigo Regime.

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