Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira
Capítulo 3 de 8

Tecnicismo: a escola dos anos de ditadura

Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira

  1. 1 A pedagogia também tem história: como as bancas classificam as tendências
  2. 2 Pedagogia tradicional e Escola Nova: Dewey, Anísio Teixeira e o Manifesto de 1932
  3. 3 Tecnicismo: a escola dos anos de ditadura
  4. 4 Paulo Freire e a pedagogia libertadora
  5. 5 Saviani, Libâneo e as pedagogias críticas
  6. 6 Como se aprende I: Piaget, Vygotsky e Wallon
  7. 7 Como se aprende II: Ausubel, Gardner e as metodologias ativas
  8. 8 O que mais cai: as confusões clássicas entre autores

No capítulo anterior, vimos que a Escola Nova deslocou a atenção para a atividade do estudante e para a experiência. Agora, o foco muda: este capítulo explica como o tecnicismo procurou organizar a educação por meio de objetivos mensuráveis, planejamento, controle e eficiência. O tema importa porque as bancas costumam relacioná-lo à ditadura militar brasileira, aos acordos MEC-USAID, à reforma universitária de 1968 e à profissionalização prevista pela Lei nº 5.692/1971.

O que é a pedagogia tecnicista

A pedagogia tecnicista ganhou força no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Seu objetivo era tornar o ensino eficiente, racional e produtivo. Para isso, propunha definir antecipadamente os resultados esperados, dividir o conteúdo em etapas, escolher técnicas adequadas e avaliar se o comportamento previsto havia sido alcançado.

Nessa concepção, o planejamento ocupa posição central. Objetivos, conteúdos, métodos e avaliações devem formar uma sequência controlável. Um objetivo como compreender a industrialização brasileira seria considerado vago. O planejamento tecnicista preferiria uma formulação observável, como identificar três características da industrialização brasileira entre 1930 e 1960.

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