Neste capítulo, você vai entender por que algumas teorias afirmaram que a escola reproduz as desigualdades sociais e como Dermeval Saviani e José Carlos Libâneo responderam a esse diagnóstico. O tema importa porque as bancas costumam misturar autores críticos como se todos defendessem a mesma pedagogia. Depois de estudarmos a proposta libertadora de Paulo Freire, veremos outra frente do pensamento educacional crítico, voltada especialmente para a função escolar, o conhecimento sistematizado e o trabalho docente.
As teorias crítico-reprodutivistas
Na década de 1970, diferentes autores questionaram a ideia de que a escola seria uma instituição neutra, capaz de corrigir por si mesma as desigualdades sociais. Eles mostraram que o sistema escolar também pode conservar divisões de classe e legitimar privilégios. Dermeval Saviani reuniu algumas dessas interpretações sob a denominação teorias crítico-reprodutivistas.
Elas são críticas porque relacionam a educação às estruturas econômicas, políticas e culturais. São reprodutivistas porque destacam a tendência da escola a reproduzir a sociedade existente. O nome não significa que seus autores defendessem a reprodução das desigualdades; trata-se de um diagnóstico sobre o funcionamento da escola capitalista.