Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira
Capítulo 5 de 8

Saviani, Libâneo e as pedagogias críticas

Tendências pedagógicas e teorias da aprendizagem: a história das ideias na escola brasileira

  1. 1 A pedagogia também tem história: como as bancas classificam as tendências
  2. 2 Pedagogia tradicional e Escola Nova: Dewey, Anísio Teixeira e o Manifesto de 1932
  3. 3 Tecnicismo: a escola dos anos de ditadura
  4. 4 Paulo Freire e a pedagogia libertadora
  5. 5 Saviani, Libâneo e as pedagogias críticas
  6. 6 Como se aprende I: Piaget, Vygotsky e Wallon
  7. 7 Como se aprende II: Ausubel, Gardner e as metodologias ativas
  8. 8 O que mais cai: as confusões clássicas entre autores

Neste capítulo, você vai entender por que algumas teorias afirmaram que a escola reproduz as desigualdades sociais e como Dermeval Saviani e José Carlos Libâneo responderam a esse diagnóstico. O tema importa porque as bancas costumam misturar autores críticos como se todos defendessem a mesma pedagogia. Depois de estudarmos a proposta libertadora de Paulo Freire, veremos outra frente do pensamento educacional crítico, voltada especialmente para a função escolar, o conhecimento sistematizado e o trabalho docente.

As teorias crítico-reprodutivistas

Na década de 1970, diferentes autores questionaram a ideia de que a escola seria uma instituição neutra, capaz de corrigir por si mesma as desigualdades sociais. Eles mostraram que o sistema escolar também pode conservar divisões de classe e legitimar privilégios. Dermeval Saviani reuniu algumas dessas interpretações sob a denominação teorias crítico-reprodutivistas.

Elas são críticas porque relacionam a educação às estruturas econômicas, políticas e culturais. São reprodutivistas porque destacam a tendência da escola a reproduzir a sociedade existente. O nome não significa que seus autores defendessem a reprodução das desigualdades; trata-se de um diagnóstico sobre o funcionamento da escola capitalista.

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